História

A génese da “Casa Paula”, dá-se com saudoso João Oliveira Reis, mais conhecido como João da Paula, que se assumiu como o grande percursor desta empresa. Com efeito, foi já no longínquo ano de 1928, que num impulso de arrojado empreendedorismo para a época, encetou os primeiros passos na atividade empresarial, iniciando atividade como madeireiro e carreteiro. Primeiramente socorria-se do Engenho do Neiva à beira da Azenha do Gaio, onde serrava a madeira, produzindo soalho, forro e meio e forro. Mais tarde, sempre apostado numa visão de progresso, passou a serrar no monte com recurso a meios próprios, tendo então a uso “três serras de Leiria e duas juntas de bois”. Assim, assegurava a produção por meios próprios do artigo final, como fossem vigas caibros, promovendo simultaneamente o maior aproveitamento dos desperdícios. Estes eram transportados para o estaleiro, localizado onde se situa atualmente o sindicato, sendo posteriormente transformados em carvão e remos. Recorrendo ao caminho-de-ferro, eram depois transportados para os mais diversos destinos. Inicialmente toda a produção partia da Estação de Barroselas, mas ao fim de pouco tempo, “o Oliveira”, aventando do sucesso do seu negócio, conseguiu passar a enviar a mercadoria a partir de Alvarães, com destino aos portos e barcos de pesca de quase todo o país (Aveiro, Peniche, Algarve, Sesimbra, Figueira da Foz). Quanto ao vigamento produzido, era essencialmente comercializado localmente, destinando-se sobretudo à indústria naval e construção civil, tendo então por principal cliente o Sr. João Cerqueira (fundador dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo).

Garantindo do seu inquestionável profissionalismo, regista-se que à data, nas imediações, não existia mais alguém que possuísse licença de carreteiro, assegurando uma infinidade de transportes nas redondezas, bem como para destinos mais longínquos como fossem a Póvoa do Varzim, Ponte de Lima, Vila Praia Ancora e Braga. Neste âmbito, dita a história que aquando da construção da Igreja Matriz de Alvarães, foi por si assegurado o transporte da madeira necessária, tendo alguns carretos demorado dois dias a concretizar-se. Foi ainda um dos primeiros transportadores de tijolo provindo da telheira e destinado à construção dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Num espírito sempre cooperante e altruísta, facultava inúmeros transportes a carreteiros da freguesia e, sendo então o único detentor de licença, facilitava a seu uso a quem não a tendo fosse fiscalizado.

Com o passar do tempo, o negócio foi legado nas mãos do seu genro José Maria Rodrigues dos Santos. Contudo, a dinâmica empreendedora e visionária não abrandou. Assim, tendo o surgimento do transporte automóvel ditado o fim da atividade dos carretos, direcionou-se para a produção dos remos e comercialização de madeira, passando a assegurar-se do seu corte, transporte e serração, no armazém onde atualmente se situam as instalações da “Casa Paula”.

Volvidos mais alguns anos, e já com a colaboração dos filhos mais velhos que participavam com enorme afinco no dia-a-dia da empresa, tornou-se possível investir em novos ramos de negócio diversificando a atividade da empresa, concretizando-se a abertura de uma drogaria e a distribuição materiais de construção, atividade de desmedida exigência pois que na altura, na falta de empilhador, tudo era carregado e descarregado à mão desde tijolo, cimento, adubo, etc.

Depois de longos anos de dedicação, o progenitor José Maria Rodrigues dos Santos, passou o destino dos negócios aos seus filhos, mantendo-se ativo no plano da produção agrícola. Após alguns anos, e no auge da atividade construtiva, verificou-se que a distribuição de materiais de construção exigia um serviço de transportes mais abrangente e profissional, empreendendo-se esforços nesse sentido, reconhecidos com a atribuição de alvará de transportes no ano de 1982.

Em 1998, “Casa Paula – José Maria Rodrigues dos Santos”, fruto do crescente desenvolvimento dos dois ramos de atividade, a empresa foi dividida em duas empresas: a “Casa Paula – Materiais de Construção, Lda.”, vocacionada para a comercialização de materiais de construção e artigos de drogaria, e a “Transportes Alvarães, Lda.” com uma frota de camiões devidamente equipados a operar nacional e internacionalmente, com especial incidência em Espanha, França e Córsega.

É um núcleo empresarial em constante desenvolvimento,

voltado para o futuro.

(Dra H.S.)